Me beija!
Mas vem cá e me beija. Para de pensar tanto assim, faz. De surpresa mesmo, sem me preparar antes. Vem que eu finjo que não quero mas tô afim, vem que eu gosto de jogar mas correspondo sim. Vem que eu não vejo a hora de sentir seu gosto em mim. Pode chegar sem avisar, sorrindo daquele jeito meio garoto, meio homem – que me desmonta inteira. Chega e joga a mochila longe, não tira o olho de mim, parte pra cima. Se não der liga, a gente se empurra e finge que esqueceu. Se não for bom, a gente fica sem graça por uns dias e depois passa. Mas me beija. Me beija na chuva pra gente brincar de paixão de filme. Me beija na praia e se afoga em mim. Me beija na montanha que eu desapareço com o frio. Me beija no chão pra eu não ter onde segurar. Só me beija. Depois a gente vê o que faz...
Se não der em nada, pelo menos – temos um beijo para guardar na memória. Se não der certo, pelo menos a gente se beijou.

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