Sem querer, eu quero.
Eu nem queria te querer tanto assim, eu juro. Se eu pudesse escolher, jamais escolheria você. Mas meu coração tentado ao erro, te escolheu sem me ouvir. E eu luto contra isso todos os dias, com todas as forças, com meu próprio querer. Eu luto contra mim mesma para não querer você – e mesmo assim eu quero. Mesmo me olhando no espelho e repetindo que só há dor por esse caminho, que você nunca nem me olha ao mesmo tempo, que seu batimento nunca nem encontra o ritmo do meu, mesmo dizendo para mim mesma que nunca foi recíproco, que seus olhos nunca nem me viram. Mesmo assim, meu coração sempre vence. E eu já nem sei o que fazer, para não te querer desse jeito louco, desse jeito torto, desse jeito burro. Porque mesmo sem querer, eu quero – e quando me dou conta, continuo querendo.